A empresa Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação LTDA. (CNPJ 08.176.635/0001-56) apresentou a melhor proposta na segunda sessão de licitação para contratar a empresa que vai administrar a Lotesul (Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul). O pregão eletrônico nesta sexta-feira (13) foi suspenso para análise dessa oferta.
Foi oferecido repasse de 36,11% da receita bruta. Levando em conta o valor estimado no edital, de R$ 51.474.339,31, isso resultaria em R$ 18.587.383,92 para o Estado.
Restaram quatro empresas na disputa, após a desclassificação da Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA (CNPJ 57.125.241/0001-84). A Prohards, sedia em Rio Claro (SP) teve prioridade por ter feito a segunda melhor oferta anteriormente.
A equipe do pregão pediu um lance maior, mas a empresa manteve os 36,11%. Dessa forma, a sessão foi encerrada com a proposta da Prohards classificada para a prova de conceito.
A Prohards já tem experiência em loterias regionais, operando nas loterias do estado do Paraná e do município de Cuiabá (MT), por exemplo.
A avaliação da proposição da LottoPro foi feita nesta semana. Como não cumpriu um item do edital, acabou perdendo o pregão.
Como a empresa demonstrou não ter implementado o cofre eletrônico, que seria a plataforma onde o Estado receberia parte dos lucros da loteria, a SEL (Secretaria-Executiva de Licitações) considerou que não houve cumprimento do edital e descartou a proposta.
Na primeira sessão de licitação, realizada em janeiro, a LottoPro tinha oferecido repasse de 43,36%, o que representaria R$ 22.319.273,52.
A licitação já foi suspensa duas vezes. A última suspensão ocorreu em 15 de dezembro do ano passado, pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), dias depois de ser revelado que a família Razuk, de Dourados, criou empresa falsa, que existe só “no papel”, para viabilizar a concorrência da organização criminosa no processo licitatório da Lotesul.
Segundo investigações do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), os apontados como “chefes da organização”, Roberto Razuk (patriarca) e Roberto Razuk Filho (deputado Neno Razuk), estariam “perseguindo a licitação milionária”.
“Inclusive com questionamentos acerca da referida licitação junto a justiça, tendo Roberto arcado pessoalmente com as custas do processo em março do corrente ano”, aponta documento da investigação.
Questionado sobre a suspensão, o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou, na época, que a licitação será conduzida da “maneira mais aberta possível”.