Presidente do PL em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja agendou para amanhã de manhã, em Brasília (DF), uma reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para alinharem a montagem das chapas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa do Estado nas eleições de outubro deste ano.
“O encontro será na sede do partido na capital federal e vamos tratar da questão da formação das chapas para deputados estaduais e para deputados federais. Também vamos falar sobre a estratégia para ajudar na campanha eleitoral do senador Flávio Bolsonaro [PL-RJ] para presidente da República aqui em Mato Grosso do Sul”, informou ontem o ex-governador ao Correio do Estado.
Ele reforçou que o encontro é uma oportunidade para que a executiva estadual esteja em sintonia com a nacional de olho na disputa eleitoral deste ano.
“Precisamos estar em sintonia, pois a nossa intenção é a montagem de chapas competitivas, tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa. O nosso foco é fazer três federais e, pelo menos, seis estaduais”, revelou.
Na análise de Azambuja, nas eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul deveremos ter no máximo sete chapas, incluindo os partidos da direita, do centro e da esquerda.
“Só devemos ter sete chapas concorrendo pelas oito vagas na Câmara dos Deputados e pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa. Diminuiu muito o número de candidatos e partidos neste pleito devido às federações e fusões”, justificou.
ATRITOS INTERNOS
Questionado se pretende abordar com o presidente nacional do PL a intenção externada pelo deputado federal Marcos Pollon de ser pré-candidato a governador ou a senador da República e pelo deputado estadual João Henrique Catan de ser pré-candidato a governador, o ex-governador disse que não.
“As executivas estadual e nacional do PL já acertaram que os pré-candidatos ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul sou eu e o ex-deputado estadual Capitão Contar, enquanto para governador vamos apoiar o projeto de reeleição do Eduardo Riedel [PP]. Se eles entenderem que devem sair, não podemos fazer nada”, argumentou.
Ainda na avaliação de Azambuja, a dupla de parlamentares do PL cometeria um erro se optar por deixar a legenda para lançar as respectivas pré-candidaturas na majoritária. “É um erro, pois a prioridade é eleger o senador Flávio Bolsonaro [PL-RJ] presidente da República e, para isso, a direita tem de estar unida”, alertou.
Ele pontuou que sem o apoio de partidos de centro dificilmente o PL conseguirá fazer frente ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Lançar uma candidatura contra o Riedel, que já avisou que vai apoiar a candidatura do Flávio Bolsonaro é um contrassenso. Eu faço política com a cabeça e não com o fígado”, avisou.
Conforme o ex-governador, se o objetivo é eleger o senador Flávio Bolsonaro presidente da República, o apoio do governador Riedel é essencial.
“Não é inteligente a direita ter dois candidatos a governador, pois isso vai dividir votos e acabar por enfraquecer o Flávio aqui no Estado, favorecendo o candidato da esquerda”, argumentou.