O Paraguai deve concluir, em janeiro de 2027, a pavimentação do terceiro trecho da Rota Bioceânica no país. São 224 quilômetros da rodovia PY15, entre as cidades de Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina. A previsão foi feita pelo presidente paraguaio Santiago Peña, que nesta semana visitou as obras de pavimentação na região do Chaco.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A pavimentação no Chaco paraguaio é uma das obras fundamentais para viabilizar o Corredor Bioceânico, também chamado de RILA (Rota da Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. A via é uma megaestrada, com mais de 2,4 mil quilômetros, que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Play Video
LEIA TAMBÉM
Ponte da Rota Bioceânica deve ser concluída em 31 de maio
Porto de Murtinho recebe aval provisório para operar com outros países
Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, é o portal da rota no Brasil. A expectativa dos quatro países é que o corredor se transforme em uma grande via de escoamento de produtos e importação de mercadorias entre as nações sul-americanas e os mercados asiáticos, com a possibilidade de redução de até 30% nos custos e de até 15 dias no tempo de transporte frente a rotas marítimas tradicionais, como o Canal do Panamá.
Segundo o MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai), a extensão da Rota Bioceânica no país foi dividida em três trechos para pavimentação. O primeiro, de Carmelo Peralta a Loma Plata, tem 277 quilômetros e já está concluído. O investimento na iniciativa foi de US$ 443 milhões.
Em Carmelo Peralta está sendo construída a Ponte da Bioceânica, que liga o país ao Brasil, por Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. A obra é outra estrutura fundamental para viabilizar o corredor e está com 89% dos trabalhos concluídos. A previsão é que até 31 de maio ocorra o encontro dos dois lados da construção, o chamado “beijo das aduelas”.
Ponte da Bioceânica está com 89% das obras concluídas e deve ter lados unidos até o fim de maio (Foto: Toninho Ruiz)
Já o segundo trecho da rota no Paraguai vai de Cruce Centinela a Mariscal Estigarribia. Tem uma extensão de 102 quilômetros e um investimento previsto de US$ 200 milhões, com empréstimo já autorizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Segundo o ministério, enquanto não ocorre a pavimentação, já existe outra rodovia na região, a PY09, que foi remodelada e pode funcionar como alternativa para o trecho.
O terceiro trecho, o que foi visitado pelo presidente paraguaio, está com 35% de avanço geral. As obras já superaram marcos críticos, como a construção de 50 quilômetros de aterro e 57 linhas de bueiros, essenciais para a durabilidade da via no solo do Chaco.
A estrutura viária prevê uma pista de 7 metros de largura, com acostamentos de 2,5 metros, e a instalação de passagens de fauna para preservar o ecossistema local.
O MOPC aponta que a obra beneficiará diretamente cerca de 41 mil pessoas em Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo e, indiretamente, mais de 225 mil habitantes de diversas localidades do Chaco.
..